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Reencontros não têm algoritmo

Tem uma sensação específica, difícil de replicar: lembrar do nome completo de alguém que você não vê há 10, 15 anos, digitar esse nome numa busca e encontrar. Sem sugestão, sem "pessoas que você talvez conheça" calculado por um algoritmo que cruzou seus contatos sem perguntar. Só você, a memória e a busca.

As redes de hoje terceirizaram até isso. Elas sugerem quem reencontrar com base em dados que você nunca soube que estavam sendo cruzados — sua agenda, sua localização, quem mais te segue. É eficiente, mas tira o que tinha de mágico no gesto: a surpresa de VOCÊ ter lembrado.

O Qibler tem busca, simples assim. Você digita o nome, a cidade, o que lembra. Encontra ou não encontra. Não tem nada decidindo que "talvez vocês se conheçam" — tem só a pergunta que você mesmo fez.

E quando encontra: pode mandar um recado público, puro internet-de-2000, tipo "não acredito que te achei aqui". Essa ainda é, sem dúvida, uma das melhores sensações que a internet é capaz de dar.

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